Miranda Envolta em Bruma: Vestígios de uma Fortaleza Régia
As ruínas do Castelo de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, surgem envolvidas pelo nevoeiro matinal, evidenciando o traçado do recinto defensivo associado à vila raiana. Integrado no segundo movimento de povoamento e ordenamento de Trás-os-Montes promovido por D. Dinis, o castelo terá começado a ser edificado em 1294, após a fundação da nova vila em 1286, numa das suas extremidades, a noroeste. Ao castelo articulava-se uma cerca urbana de planta retangular irregular, destinada à proteção da povoação. De feição gótica, o conjunto comportava muralhas, torre de menagem num dos ângulos e três torres angulares de menor altura. Na imagem, a plataforma de circulação pelo interior das muralhas poderá corresponder a um adarve, permitindo a ronda e o acesso aos sectores estratégicos. As diferentes texturas e aparelhamentos das paredes documentam campanhas construtivas, reparações e processos de ruína, acentuados pela explosão de 1762. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o sítio conserva um testemunho material da arquitetura militar medieval e das sucessivas transformações da praça fronteiriça.
The ruins of Miranda do Douro Castle, in the district of Bragança, are shrouded in morning fog, revealing the outline of the defensive enclosure associated with the border town. Part of the second wave of settlement and development in Trás-os-Montes promoted by King Dinis, construction of the castle is believed to have begun in 1294, following the founding of the new town in 1286, at one of its extremities, to the northwest. Attached to the castle was an irregularly rectangular town wall, designed to protect the settlement. Built in the Gothic style, the complex included ramparts, a keep at one corner, and three shorter corner towers. In the image, the walkway inside the ramparts may correspond to a parapet walk, allowing for patrols and access to strategic sectors. The different textures and masonry styles of the walls document construction phases, repairs, and processes of decay, accentuated by the explosion of 1762. Classified as a Property of Public Interest, the site preserves a tangible record of medieval military architecture and the successive transformations of the frontier town.



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