Percurso em azulejo entre escadarias e arcadas do Palácio Fronteira

📅: 2025-04-12 |  📷: NIKON CORPORATION NIKON D7000
🔆: f/11.0     |  🔍: 34.0 mm
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Vista parcial da Galeria dos Reis do Palácio dos Marqueses de Fronteira, em São Domingos de Benfica, Lisboa, onde se conserva um dos mais significativos conjuntos de azulejaria profana do século XVII em Portugal, ainda que alguns painéis tenham sido posteriormente restaurados ou completados. Os painéis figuram monarcas portugueses, articulando-se com a arquitetura de uma antiga quinta de recreio mandada edificar por D. João de Mascarenhas, 1.º Marquês de Fronteira, a partir de 1671–1672, como casa de campo da família. A galeria relaciona-se com outros espaços decorados com azulejos coevos, como o Terraço das Artes e os jardins formais, formando um percurso iconográfico que combina exaltação dinástica, cultura cortesã e função decorativa. O palácio, ainda habitado pelos descendentes do fundador e gerido pela Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, preserva in situ um notável conjunto de azulejos seiscentistas concebidos para estes jardins, terraços e pátios, o que lhe confere elevado valor patrimonial e histórico no contexto da azulejaria portuguesa. A leitura destes programas figurativos permite compreender o papel da imagem régia na afirmação da nobreza lisboeta após a Restauração.

Partial view of the Gallery of Kings at the Palace of the Marquises of Fronteira, in São Domingos de Benfica, Lisbon, which houses one of the most significant collections of 17th-century secular tilework in Portugal, although some panels have been restored or completed at a later date. The panels depict Portuguese monarchs and are integrated into the architecture of a former recreational estate commissioned by D. João de Mascarenhas, 1st Marquis of Fronteira, beginning in 1671–1672, to serve as the family’s country home. The gallery is connected to other spaces decorated with contemporary tiles, such as the Terraço das Artes and the formal gardens, forming an iconographic journey that combines dynastic glorification, courtly culture, and decorative function. The palace, still inhabited by the founder’s descendants and managed by the Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, preserves in situ a remarkable collection of 17th-century tiles designed for these gardens, terraces, and courtyards, which confers upon it significant heritage and historical value within the context of Portuguese tile art. An analysis of these figurative motifs provides insight into the role of the royal image in the assertion of Lisbon’s nobility following the Restoration.

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