Castro de São Lourenço: Ecos de Pedra da Idade do Ferro

📅: 2024-09-29 |  📷: samsung SM-A336B
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Conjunto de habitações de planta predominantemente circular do Castro de São Lourenço, povoado fortificado com ocupação desde a Idade do Ferro, implantado no monte homónimo, na freguesia de Vila Chã, concelho de Esposende, distrito de Braga. As estruturas, erguidas em alvenaria de granito com pedras irregulares ajustadas, exemplificam a arquitetura castreja do Noroeste peninsular: paredes espessas, vãos reduzidos e implantação em patamares adaptados ao afloramento rochoso, tirando partido do relevo para defesa e controlo visual do território. Algumas casas foram reconstruídas, com base em evidências arqueológicas, para sugerir volumetrias e técnicas construtivas, incluindo coberturas cónicas de colmo, solução eficiente para o escoamento da água e o isolamento térmico. A proximidade entre unidades domésticas indica organização comunitária, com espaços de circulação e provável articulação com áreas funcionais (armazenagem e atividades quotidianas). O sítio integra uma rede de castros que antecedem e acompanham os processos de romanização na região, tendo sido objeto de sucessivas ocupações até à época medieval.

A group of dwellings with a predominantly circular floor plan at the Castro de São Lourenço, a fortified settlement occupied since the Iron Age, located on the hill of the same name in the parish of Vila Chã, municipality of Esposende, district of Braga. The structures, built of granite masonry with irregularly shaped stones fitted together, exemplify the castre architecture of the northwestern Iberian Peninsula: thick walls, narrow openings, and a layout on terraces adapted to the rocky outcrop, taking advantage of the terrain for defense and visual control of the territory. Some houses have been reconstructed, based on archaeological evidence, to illustrate their volume and construction techniques, including conical thatched roofs—an efficient solution for water drainage and thermal insulation. The proximity of the domestic units suggests a communal organization, with circulation spaces and likely connections to functional areas (storage and daily activities). The site is part of a network of hillforts that predate and accompany the processes of Romanization in the region, having been the site of successive occupations up until the medieval period.

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