Corredores de Pedra: A Matera Subterrânea

📅: 2025-04-19 |  📷: samsung SM-A336B
🔆: f/1.8      |  🔍: 4.65 mm
⏱️: 1/33 seg.  |  🎚️: 250 ISO

Esta passagem escavada na rocha calcária evidencia a engenharia subterrânea característica dos Sassi de Matera, na Basilicata. A sucessão de arcos de tufo, esculpidos manualmente ao longo de séculos, conduz a câmaras interiores que serviam originalmente como cisternas, armazéns ou espaços de circulação entre habitações contíguas. As superfícies apresentam marcas de escavação e pequenas cavidades, possivelmente utilizadas para andaimes ou suporte de estruturas de madeira, entretanto desaparecidas. O desnível acentuado, hoje adaptado com escadas metálicas e corrimões para visitação turística, reflete a topografia irregular do maciço rochoso sobre o qual a cidade se desenvolveu. Este tipo de corredor integra a vasta rede hipógea de Matera, que interligava diferentes níveis da cidade e permitia a gestão eficiente da água pluvial, através de canais e cisternas escavadas em profundidade. A iluminação artificial atual contrasta com a penumbra original, permitindo compreender a escala e a complexidade destas construções que, durante séculos, acolheram populações inteiras em condições de vida rústicas, hoje preservadas como património histórico classificado pela UNESCO.

This passageway, carved into the limestone rock, exemplifies the underground engineering characteristic of the Sassi of Matera, in Basilicata. The series of tuff arches, hand-carved over the course of centuries, leads to interior chambers that originally served as cisterns, storage areas, or passageways between adjoining dwellings. The surfaces bear marks from excavation and small cavities, possibly used for scaffolding or to support wooden structures that have since disappeared. The steep incline, now adapted with metal stairs and handrails for tourist visits, reflects the irregular topography of the rock massif upon which the city was built. This type of passageway is part of Matera’s vast underground network, which connected different levels of the city and enabled the efficient management of rainwater through channels and cisterns excavated deep underground. The current artificial lighting contrasts with the original dim light, allowing visitors to appreciate the scale and complexity of these structures, which for centuries housed entire populations in rustic living conditions and are now preserved as a UNESCO World Heritage Site.

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