Do Porto dos Marinheiros ao Cartão-Postal Dinamarquês: Três Séculos de Nyhavn

📅: 2025-09-14 |  📷: samsung SM-A336B
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Nyhavn é um canal portuário do século XVII, no centro de Copenhaga, escavado entre 1670 e 1673 por ordem do rei Cristiano V, com recurso a prisioneiros de guerra suecos capturados na Guerra Dinamarco-Sueca de 1658–1660. Concebido como via marítima que ligava o Öresund à recém‑aberta praça de Kongens Nytorv, funcionava como porta de entrada do mar para o núcleo histórico da cidade, permitindo às embarcações mercantes descarregar mercadorias praticamente junto ao centro urbano. Entre os séculos XVIII e XIX, a zona ganhou fama de porto comercial animado, frequentado sobretudo por marinheiros, e pontuado por tabernas, casas de comércio e alojamentos modestos. As fachadas coloridas, em tons de ocre, vermelho ou azul, correspondem a casas de cidade dos séculos XVII e inícios do XVIII, erguidas em alinhamento contínuo ao longo do canal e hoje ocupadas, em grande parte, por cafés, bares e restaurantes. Hans Christian Andersen residiu em vários endereços de Nyhavn — nomeadamente nos números 18, 20 e 67 — durante diferentes períodos da sua vida. Após a decadência da função portuária no século XX, o canal foi progressivamente requalificado a partir da década de 1970, consolidando‑se como um dos principais ex‑libris turísticos e gastronómicos de Copenhaga.

Nyhavn is a 17th-century harbor canal in central Copenhagen, dug between 1670 and 1673 by order of King Christian V, using Swedish prisoners of war captured during the Danish-Swedish War of 1658–1660. Designed as a waterway connecting the Öresund to the newly opened Kongens Nytorv square, it served as a maritime gateway to the city’s historic center, allowing merchant ships to unload goods practically right next to the city center. Between the 18th and 19th centuries, the area gained a reputation as a bustling commercial port, frequented mainly by sailors and dotted with taverns, trading houses, and modest lodgings. The colorful facades, in shades of ochre, red, or blue, belong to 17th- and early 18th-century townhouses, built in a continuous row along the canal and now largely occupied by cafés, bars, and restaurants. Hans Christian Andersen lived at several addresses in Nyhavn—namely numbers 18, 20, and 67—during different periods of his life. After the decline of its port functions in the 20th century, the canal was gradually redeveloped beginning in the 1970s, establishing itself as one of Copenhagen’s premier tourist and culinary landmarks.

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