Monte Mozinho: urbanismo castrejo
As ruínas visíveis pertencem ao Castro de Monte Mozinho, em Penafiel, um dos maiores povoados fortificados do Noroeste peninsular, com ocupação principal entre o final da Idade do Ferro e a época romana (c. séc. I a.C.–IV d.C.). Observam‑se alicerces em granito de unidades domésticas de planta circular e subcircular, organizadas em pequenos “quarteirões” separados por passagens, sobre afloramentos rochosos nivelados. Estas estruturas correspondem a casas, anexos e áreas de trabalho, por vezes integradas em pátios, refletindo a transição de modelos castrejos para soluções influenciadas pela romanização. O povoado era protegido por linhas de muralhas e controlava visualmente o vale do Tâmega, articulando‑se com rotas regionais e com centros próximos. Achados de cerâmica, moedas e escórias metálicas indicam atividades produtivas e circulação de bens. Conhecido como “Cidade Morta”, é hoje um parque arqueológico visitável.
The visible ruins belong to the Monte Mozinho hillfort in Penafiel, one of the largest fortified settlements in the northwestern part of the Iberian Peninsula, primarily occupied between the late Iron Age and the Roman period (c. 1st century BCE–4th century CE). Granite foundations of domestic units with circular and subcircular floor plans can be observed, organized into small “blocks” separated by passageways, on leveled rocky outcrops. These structures correspond to houses, outbuildings, and work areas, sometimes integrated into courtyards, reflecting the transition from traditional hillfort models to solutions influenced by Romanization. The settlement was protected by lines of walls and visually controlled the Tâmega Valley, connecting with regional routes and nearby centers. Finds of pottery, coins, and metal slag indicate productive activities and the circulation of goods. Known as “Cidade Morta,” it is today an archaeological park open to visitors.



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